segunda-feira, 14 de julho de 2014

Nosferatu - Joe Hill


Victoria McQueen tem um misterioso dom: por meio de uma ponte no bosque perto de sua casa, ela consegue chegar de bicicleta a qualquer lugar no mundo e encontrar coisas perdidas. Vic mantém segredo sobre essa sua estranha capacidade, pois sabe que ninguém acreditaria. Ela própria não entende muito bem.

Charles Talent Manx também tem um dom especial. Seu Rolls-Royce lhe permite levar crianças para passear por vias ocultas que conduzem a um tenebroso parque de diversões: a Terra do Natal. A viagem pela autoestrada da perversa imaginação de Charlie transforma seus preciosos passageiros, deixando-os tão aterrorizantes quanto seu aparente benfeitor.

E chega então o dia em que Vic sai atrás de encrenca... e acaba encontrando Charlie.

Mas isso faz muito tempo e Vic, a única criança que já conseguiu escapar, agora é uma adulta que tenta desesperadamente esquecer o que passou. Porém, Charlie Manx só vai descansar quando tiver conseguido se vingar. E ele está atrás de algo muito especial para Vic.

Perturbador, fascinante e repleto de reviravoltas carregadas de emoção, a obra-prima fantasmagórica e cruelmente brincalhona de Hill é uma viagem alucinante ao mundo do terror.                  
Arrepiante e assustador...

domingo, 13 de julho de 2014



É a sensação mais estranha.
Eu não sou fã de futebol. Eu só assisto aos jogos de quatro em quatro anos, na copa do mundo, então meu coração não deveria doer com essa derrota, mas dói.
Descobri que realmente odeio ver o nome de meu país em ridículo, piada no mundo inteiro e embora eu também ria - algumas piadas são realmente hilárias - eu acho que vou chorar.

sábado, 5 de julho de 2014

Contos de Terror do Navio Negro - Contos de Terror - Livro 02 - Chris Priestley


Autor de Contos de terror do tio Montague, lançado pela Rocco em 2008, o britânico Chris Priestley sempre gostou de histórias de terror. Leitor de Edgar Allan Poe e Montague Rhode James desde a adolescência, Priestley segue mais uma vez os passos dos mestres em Contos de terror do navio negro. Usando elementos clássicos das narrativas de terror e suspense com originalidade e uma prosa refinada – que ganha ainda mais charme e força com as charmosas ilustrações de David Roberts –, o autor convida os leitores a embarcar numa viagem ao mesmo tempo sombria e envolvente pelos confins da imaginação, lá onde ela faz fronteira com o sobrenatural, o misterioso e o inexplicável.

O livro reúne as histórias de um misterioso marinheiro que bate à porta dos irmãos Ethan e Cathy Matthews numa noite de tempestade. Há muito tempo a hospedaria da família – incrustada no topo de um desfiladeiro na região da Cornualha – deixara de ser frequentada, mais precisamente desde que a mãe das crianças morreu. Até então um anfitrião zeloso e alegre, o Sr. Matthews se tornara um homem sisudo, beberrão e por vezes até violento após a morte da esposa. E assim a Old Inn conheceu dias de isolamento e tristeza.

Numa noite em que Ethan e Cathy acharam de ficar estranhamente doentes, no entanto, um hóspede inesperado aparece. Embora tenham sido rigidamente advertidos a não abrir a porta para ninguém, enquanto seu pai saíra à procura de um médico, as batidas insistentes acabam fazendo com que Ethan ofereça abrigo ao andarilho solitário. Afinal, a chuva e o vento castigam a noite, e o Sr. Matthews provavelmente faria o mesmo se estivesse em casa...

Aparentando ser apenas um pouco mais velho que o próprio Ethan e trajando um antiquado uniforme da guarda-marinha, o misterioso Jonah Thackeray logo se revela um exímio contador de casos e se apressa a distrair os irmãos com uma e mais outra e depois mais uma de suas aterrorizantes histórias sobre piratas malignos e barcos fantasmas.

Envolvidos por um misto de medo e curiosidade, os irmãos Matthews se perguntam qual será o segredo por trás das inquietantes histórias de Jonah Thackeray. Sem dúvida, a noite de Ethan e Cathy na companhia de seu visitante surpresa será longa. Mas nada se compara à assustadora revelação que virá com os primeiros raios da manhã.

Contos de Terror do Tio Montague - Contos de Terror - Livro 01 - Chris Priestley

 
 
O escuro causa medo por uma razão. Ou várias. Contos de terror do tio Montague é o sétimo livro de Chris Priestley, escritor, cartunista e ilustrador britânico cuja obra foi publicada tanto pela Bloomsbury Publishing – mesma editora da saga Harry Potter, escrita por J. K. Rowling – quanto pela gigante Random House. Primeiro livro de Priestley a ser publicado em português, Contos de terror do tio Montague chega ao Brasil pelo selo Pavio, da Editora Rocco, e promete captar a atenção da garotada com sua atmosfera sombria e elegante, resultado do casamento perfeito entre o texto afiado de Priestley e as charmosas ilustrações de David Roberts, na melhor linha dos clássicos de suspense.

O interesse de Chris Priestley em histórias arrepiantes vem desde sua adolescência. Pelos nomes dos dois principais personagens do livro, é possível verificar as influências do autor ao escrever a obra. Tio Montague e seu sobrinho, Edgar, tiveram seus nomes inspirados por dois grandes escritores de imortais linhas macabras: M. R. James (Montague Rhodes James) e Edgar Allan Poe. Seguindo os passos de James e Poe, o estilo narrativo de Priestley e os elementos usados nos contos são clássicos. Casas mal-assombradas, pactos com demônios, monstros estranhos, relíquias amaldiçoadas e uma cornucópia de sons e vultos que arrepiam a alma fazem de Contos de terror do tio Montague um bom exemplo de literatura de terror para jovens, mas com um toque de nostalgia para os adultos.

O livro conta a história de Edgar, um menino que se refugia na casa de seu excêntrico tio para ouvir suas histórias arrepiantes. Com pais que não dão muita importância para sua presença, Edgar procura o tio para passar o tempo, pois sua curiosidade em ouvir histórias horripilantes é tão grande quanto a vontade do tio de contá-las. Para Edgar, os contos são apenas invenções fantasiosas do velho tio. Mas para Montague, são contos que deveriam não somente assustar o sobrinho, mas ensiná-lo que, quando o assunto é o além, todo o cuidado é pouco.

Em uma espécie de metalinguagem, o leitor é apresentado aos contos assim como Edgar. A cada história contada, a principal e que une todas como uma detalhada tapeçaria – entre o tio e Edgar – fica mais misteriosa. Ora é um mordomo que traz a bandeja com o chá, mas nunca aparece, ora é a estranha presença que Edgar sente estar o observando. “Existe alguém mais vivendo aqui, tio?” Edgar pergunta ao ouvir a maçaneta chacoalhar na porta, e a resposta, embora simples, não é otimista, mas um tanto quanto ambígua: “Vivendo? Não”, responde o tio.

A narrativa de Contos de terror do tio Montague fica cada vez mais densa à medida que o tio Montague escolhe histórias mais assustadoras para contar a Edgar. Embora a narrativa seja leve e feita para ser lida em voz alta, os temas de cada conto são bem macabros e assustadores. Mas, segundo Chris Priestley, essa é a idéia, pois o autor espera que seus contos assombrem os leitores assim como os de James e Poe o assombraram.