quarta-feira, 28 de maio de 2014

A Coragem de Criar - Rollo May




 (2013, 02). Resumo do livro "a coragem de criar" por rollo may. TrabalhosFeitos.com. Retirado 02, 2013, de http://www.trabalhosfeitos.com/ensaios/Resumo-Do-Livro-a-Coragem-De/598598.html

Enviado por adsonls22, fev. 2013 | 7 Páginas (1683 Palavras)
 

Na obra “A Coragem de Criar” produzido pelo autor Rollo May, que faz um estudo e explana sobre a criatividade em todos os aspectos, explanando de forma psicológica e social tudo que envolve e influencia na descoberta e na experimentação de novas ideias, afirmando sempre a existência de dois fatores para que a capacidade de criar se torne um valor comum entre todos, que são a coragem e a liberdade. Rollo May, nascido no dia 21 de abril de 1909, na cidade estadunidense de Ada, estado de Ohio, foi um psicólogo existencialista famoso por seu livro "Love and Will" (“Amor e Vontade”), lançado em1969.

Para o autor a coragem seria um elemento importante que suporta todos os outros valores e virtudes sendo a coragem necessária para que o homem possa ser e vir a ser.
Ele separa a coragem em três tipos básicos: a coragem física, que aparece através do corpo; a coragem moral, que seria a coragem de perceber os problemas de terceiros e se envolve com tais problemas; e a coragem social que seria a coragem de se relacionar com os outros seres humanos.

O autor fala das contradições dos nossos pensamentos, pois muitas vezes nos consideramos corretos sobre algo, e não nos preocupamos em buscar os meios que nos fizeram chegar a tais pensamentos, passando a ter um conceito muitas vezes incompleto e errôneo sobre determinado assunto. Nesse caso é que a coragem pode estar nos prejudicando e devemos buscar fazer o uso da consciência. Porém, a coragem criativa seria a mais importante de todas, uma vez que é por ela que fazemos novas descobertas, novos símbolos, novos padrões. Os artistas que utilizam dessa coragem, como dramaturgos, pintores, músicos, dançarinos e os poetas em geral. É a coragem que envolve a consciência, a inspiração, os sentimentos e todos esses fatores que se unem a ousadia no momento do artista criar sua obra.

 


terça-feira, 27 de maio de 2014

O Ônibus


Um céu vermelho de indignação ou espanto derramou-se sobre a pequena cidade de Acari, num dia que provou-se inédito: um ônibus da Viação Jardinense passou no horário.
 
Sete passageiros que chegaram atrasados, o que significava que chegaram cedo, tentaram entender o evento.
 
- Talvez o relógio do motorista estava adiantado - comentou o velho Antônio puxando um cigarro.
 
- Improvável - disse dona Inês. - Acho que a empresa contrata os motoristas baseados na sua capacidade de atrasar.
 
A polêmica estourou consumindo uns bons trinta minutos.
 
Por fim o neto do seu Antônio, um guri de nove anos e pouquíssima paciência aproveitou um instante de silêncio para soltar o que acreditava ser a verdade definitiva.
 
- Pelo amor de Deus, é igual o leite. Nunca ferve quando a gente está olhando!
 
Inevitável silêncio instalou-se depois disso. Ninguém pôde discutir com essa lógica.

sábado, 24 de maio de 2014

Aquarela

Colour Beginning, William Turner, Watercolor

A aquarela é uma técnica de pintura na qual os pigmentos se encontram suspensos ou dissolvidos em água. Os suportes utilizados na aguarela são muito variados, embora o mais comum seja o papel com elevada gramagem. São também utilizados como suporte plástico, couro, tecido, madeira e tela.

História da aquarela

A aquarela é uma técnica muito antiga cujo aparecimento se supõe esteja relacionado com a invenção do papel e dos pincéis de pelo de coelho, ambos surgidos na China há mais de 2000 anos.

No ocidente, há vários exemplos do emprego desta técnica desde a Idade Média, como Tadeo Gaddi, discípulo de Giotto. Ele viveu até 1366, e teria produzido uma série de desenhos aquarelados, feitos sobre papel tipo pergaminho. O método foi utilizado por artistas flamengos, e amplamente empregado em Florença e Veneza. Foi com Albert Dürer que a aquarela pode resistir ao tempo, já que ele deixou pelo menos 120 obras suas.

Em 1550, um artista de nome John White participou da expedição de Sir  Walter Raleigh, registrando a vida, o ambiente e os costumes do Novo Mundo, sendo considerado por alguns como o pai da aquarela. Mas foi somente no século XVIII que a técnica passou a ser considerada como um método autônomo e independente, difundida em toda a Europa e reconhecida como a “Arte Inglesa”. Neste momento surgem nomes como Alexanders Cozens, o poeta pintor William Blake, John Constable, entre outros. Mas foi William Turner quem melhor soube explorar suas possibilidades; e muitos desconhecem que Turner produziu 19.000 aquarelas, o que lhe garante o título de maior aquarelista de todos os tempos.

A aquarela há muito tempo se tornara um hábito nas cortes europeias, o que lhe dava certo “ar” de futilidade, de feminilidade espontânea e, embora surgissem novos pintores aquarelistas, esta técnica começa a ser vista com preconceito. Com o passar dos anos, surge uma grande contradição em torno deste método, notadamente no Brasil, onde a aquarela é vista como um método escolar. Apreciada por alguns, desprezadas por outros e incompreendida por muitos, o certo é que a aquarela deve ser defendida pelas suas qualidades intrínsecas, como uma técnica em si mesma.

Albrecht Dürer - Lebre jovem, 1502 - aquarela e guache em papel - Galeria Albertina, Viena - Áustria

 
 Dover Castle, tinta para aquarela por William Turner (1789-1862

 
 Estudo roma Antiga, Agripina Landing com as cinzas de Germânico de William Turner

 
 
Hampstead, tinta para aquarela por John Constable (1776-1837, United Kingdom)

 
Nuvem de Estudo (2), 1821 por John Constable (1776-1837


 
 O encontro de Joaquim e Ana por Taddeo Gaddi, 1338


A pintura acima, de John White, retrata um chefe indígena, ou werowance, paramentado para uma importante festividade. A imagem se tornou um símbolo dos primeiros contatos entre europeus e indígenas na América.
 
 
Whitby, tinta para aquarela por William Turner (1789-1862, United Kingdom)
 
Fonte:
pt.wikipedia.org/wiki/Aguarela

LEILÃO DE ARTE R$ 1,99



O "Enquanto Seu Lobo Não Vem- Comidas Leves" promoverá no próximo domingo (25/05) um irreverente leilão de arte com peças com lance mínimo de R$ 1,99 (nos moldes do “Leilão de Arte Piolho Nababo”, evento que já está em sua 15ª edição em Belo Horizonte). A ideia é rever o conceito clássico das galerias e, principalmente, repensar o lugar da arte na contemporaneidade, propondo uma nova relação com as obras e do seu valor como mercadoria. 
O evento será realizado no dia 25 de Maio, das 17h às 22h, seguindo o formato de um leilão - não tão - convencional. As obras de arte ganharão lances a partir de R$ 1,99, estimuladas pelo "leiloeiro" (Rodrigo Bruggemann, do Tropa Trupe), que usará  de muito humor para satirizar a “pompa” dos leilões de arte, além de mostrar o talento de jovens artistas visuais.  Ainda que muitas vezes simbólico, o valor arrecadado com a venda de cada obra será integralmente repassado ao artista que a criou – em mais uma inversão da lógica praticada pelas galerias comerciais de arte.
Mais de 30 artistas estão participando da ação. As obras inscritas (em torno de 60) ficarão expostas no restaurante a partir desta quarta-feira (21), até o domingo (25), dia do "Leilão de Arte R$ 1,99". Durante o evento, o Enquanto Seu Lobo Não Vem terá cardápio diferenciado (com cupcake vegano, sanduíches naturais e cachorro-quente vegano), além de cervejas e música (DJ).
SOBRE O ENQUANTO SEU LOBO NÃO VEM
O “Enquanto Seu Lobo Não Vem – Comidas Leves” é um restaurante com proposta descontraída de alimentação saudável e saborosa com opções variadas, inclusive com alternativas vegetarias e veganas. É sensível a causas diversas, como a sustentabilidade, trânsito limpo, respeito à diversidade e à causa animal, entre outras. O apoio à cultura local também é uma das "bandeiras" levantadas pelo restaurante, motivo que levou à criação do Alcateia Cultural, projeto mensal que tem como objetivo promover ações culturais em seu espaço, transformando-o em galeria de arte, palco, biblioteca e cinema. O propósito é repensar o papel e o lugar da arte, deslocando-a dos seus ambientes convencionais. No mês de abril, dentro do Alcateia Cultural, o Enquanto Seu Lobo Não Vem lançou o Leitura Livre, projeto de leitura compartilhada, onde livros serão disponibilizados com a condição de estar sempre em "movimento", dando oportunidade para outras pessoas viajarem pelo mundo da literatura. Para junho, está previsto (ainda sem data definida) um bate-papo sobre veganismo - com o grupo Veddas/RN – e exibição de curtas sobre o tema.
SERVIÇO | LEILÃO DE ARTE R$ 1,99

Local: Enquanto Seu Lobo Não Vem – Comidas Leves (Rua Praia de Genipabu, Edifício Maria Clara, Loja 12, Capim Macio – rua da lateral do Praia Shopping)

Data: 25/05/14 (domingo)

Hora: 17h às 22h

Entrada: gratuita

Informações:  (84) 3025 4884 | facebook.com/enquantoseulobonaovemnatal


sexta-feira, 23 de maio de 2014

Filme queimado


Sou a favor da moderação, mas algumas coisas simplesmente exigem (e merecem) que você brigue por elas com todas as suas forças, mesmo que isso signifique ser indicado ao Oscar de Melhor Filme Queimado em cinco categorias.

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Os Três - Na minha lista de compras



Livro - Os Três
 
Quinta-Feira Negra. O dia que nunca será esquecido. O dia em que quatro aviões caem, quase no mesmo instante, em quatro pontos diferentes do mundo. Há apenas quatro sobreviventes. Três são crianças. Elas emergem dos destroços aparentemente ilesas, mas sofreram uma transformação. A quarta pessoa é Pamela May Donald, que só vive tempo suficiente para deixar um alerta em seu celular que mudará completamente o mundo:


"Eles estão aqui.
O menino. O menino, vigiem o menino, vigiem as pessoas mortas, ah, meu Deus, elas são tantas... Estão vindo me pegar agora. Vamos todos embora logo. Todos nós. Pastor Len, avise a eles que o menino, não é para ele..."


Sobre o Autor:

Sarah Lotz é roteirista e autora de romances pulp piction com uma queda pelo macabro e por nomes falsos. Escreve histórias de terror urbano como SL Grey e uma série jovem de zumbis com sua filha, Savannah, sob o pseudônimo Lily Herne, além de livros eróticos como Helena S. Paige. Mora na Cidade do Cabo com a família e seus animais de estimação.

domingo, 18 de maio de 2014

A Festa junina e suas características



Festas juninas ou festas dos santos populares são celebrações católicas que acontecem em vários países e que são historicamente relacionadas com a festa pagã do solstício de verão (no hemisfério norte) e de inverno (no hemisfério sul), que é celebrado no dia 24 de junho, segundo o calendário juliano (pré-gregoriano). Tal festa teve origem na Idade Média, se tornando a Festa junina. Outros dois santos católicos populares celebrados nesta mesma época são São Pedro e São Paulo (no dia 29) e  Santo Antônio (no dia 13). Em Portugal, as festas dos 3 santos populares marcam o início das festas católicas por todo o país.

Etimologicamente existem duas hipóteses para o origem do termo:

  • pode vir de "São João", nome de um dos santos homenageados, através do termo "joanina";
  • pode vir de "junho", mês em que as festas são celebradas.[1]

Tradições e costumes

Origem da fogueira

De origem europeia, as fogueiras juninas fazem parte da antiga tradição pagã de celebrar o solstício de verão. Assim como a cristianização da árvore pagã "sempre verde", que se tornou a famosa árvore de natal, a fogueira do dia de Midsummer (25 de junho) tornou-se, pouco a pouco, na Idade Média, um atributo da festa de São João Batista, o santo celebrado nesse mesmo dia. Ainda hoje, a fogueira de São João é o traço comum que une todas as Festas de São João Europeias (da Estônia a Portugal, da Finlândia à França).

Uma lenda católica cristianizando a fogueira pagã estival afirma que o antigo costume de acender fogueiras no começo do verão europeu tinha suas raízes em um acordo feito pelas primas Maria e Isabel. Para avisar Maria sobre o nascimento de São João Batista e, assim ter seu auxílio após o parto, Isabel teria de acender uma fogueira sobre um monte.

O uso de balões

O uso de balões e fogos de artifício durante o São João no Brasil está relacionado com o tradicional uso da fogueira junina e seus efeitos visuais. Este costume foi trazido pelos portugueses para o Brasil e se mantém em ambos os lados do Oceano Atlântico, sendo que é na cidade do Porto, em Portugal, onde mais se evidencia. Fogos de artifício manuseados por pessoas privadas e espetáculos pirotécnicos organizados por associações ou municipalidades tornaram-se uma parte essencial da festa na região nordeste do país, em outras partes do Brasil e em Portugal. Os fogos de artifício, segundo a tradição popular, servem para despertar São João Batista. Em Portugal, pequenos papéis são atados no balão com desejos e pedidos.

Os balões serviam para avisar que a festa iria começar; eram soltos de cinco a sete balões para se identificar o início da festança. Os balões, no entanto, constituem atualmente uma prática proibida por lei no Brasil, devido ao risco de incêndio e mortes.

Durante todo o mês de junho, é comum, principalmente entre as crianças, soltar bombas, conhecidas por nomes como "traque", "chilene", "cordão", "cabeção-de-negro", "cartucho", "treme-terra", "rojão", "buscapé", "cobrinha", "espadas-de-fogo", "chuvinha", "pimentinha", "bufa-de-vei" e "bombão".

O mastro de São João

O mastro de São João, conhecido em Portugal também como o mastro dos Santos Populares, é erguido durante a festa junina para celebrar os três santos ligados a essa festa. No Brasil, no topo de cada mastro são amarradas, em geral, três bandeirinhas simbolizando os santos. Tendo, hoje em dia, uma significação cristã bastante enraizada e sendo, entre os costumes de São João, um dos mais marcadamente católico, o levantamento do mastro tem sua origem, no entanto, no costume pagão de levantar o "mastro de maio", ou a árvore de maio, costume ainda hoje vivo em algumas partes da Europa.

Além de sua cristianização profunda em Portugal e no Brasil, é interessante notar que o levantamento do mastro de maio em Portugal é também erguido em junho e a celebrar as festas desse mês — o mesmo fenômeno também ocorrendo na Suécia, onde o mastro de maio, "majstangen" – um poste coberto de folhas e flores - , de origem primaveril, passou a ser erguido durante as festas estivais de junho, Midsommarafton. O fato de suspender milhos e laranjas ao mastro de São João parece ser um vestígio de práticas pagãs similares em torno do mastro de maio. A tradição do Cambeiro (um tronco alto e esguio de pinheiro que, durante as festividades, servia para iluminar um lugar da festa) é celebrada em Janeiro.

Hoje em dia, um rico simbolismo católico popular está ligado aos procedimentos envolvendo o levantamento do mastro e os seus enfeites.




 

A Quadrilha
A quadrilha brasileira tem o seu nome originário uma dança de salão francesa para quatro pares, a quadrille, em voga na França entre o início do século XIX e a Primeira Guerra Mundial. A quadrille francesa, por sua parte, já era um desenvolvimento da contredanse, popular nos meios aristocráticos franceses do século XVIII. A contredanse se desenvolveu a partir de uma dança inglesa de origem campesina, surgida provavelmente por volta do século XIII, e que se popularizara em toda a Europa na primeira metade do século XVIII. A quadrille veio para o Brasil seguindo o interesse da classe média e das elites portuguesas e brasileiras do século XIX, junto com tudo que fosse a última moda de Paris.
Ao longo do século XIX, se popularizou no Brasil e se fundiu com danças brasileiras preexistentes e teve subsequentes evoluções (entre elas, o aumento do número de pares e o abandono de passos e ritmos franceses). Ainda que inicialmente adotada pela elite urbana brasileira, esta é uma dança que teve o seu maior florescimento no Brasil rural (daí o vestuário campesino), e se tornou uma dança própria dos festejos juninos, principalmente no Nordeste. A partir de então, a quadrilha, nunca deixando de ser um fenômeno popular e rural, também recebeu a influência do movimento nacionalista e da sistematização dos costumes nacionais pelos estudos folclóricos.
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O nacionalismo folclórico marcou as ciências sociais no Brasil e na Europa entre os começos do romantismo e a Segunda Guerra Mundial. A quadrilha, como outras danças brasileiras como o pastoril, foi sistematizada e divulgada por associações municipais, igrejas e clubes de bairros, sendo também defendida por professores e praticada por alunos em colégios e escolas, na zona rural ou urbana, como sendo uma expressão da cultura cabocla e da república brasileira. Esse folclorismo acadêmico explica, duma certa maneira, o aspecto matuto rígido e artificial da quadrilha.
No entanto, hoje em dia, essa artificialidade rural é vista pelos foliões como uma atitude lúdica, teatral e festiva, mais do que como a expressão de um ideal folclórico, nacionalista ou acadêmico qualquer. Seja como for, é correto afirmar que a quadrilha deve a sua sobrevivência urbana na segunda metade do sécilo XX e o grande sucesso popular atual aos cuidados meticulosos de associações e clubes juninos da classe média e ao trabalho educativo de conservação e prática feito pelos estabelecimentos do ensino primário e secundário, mais do que à prática campesina real, ainda que vivaz, porém quase sempre desprezada pela cultura citadina.
Em geral, para a prática da dança é importante a presença de um mestre "marcante" ou "marcador", pois é ele quem determina as figurações diversas que os dançadores devem desenvolver. Termos de origem francesa são ainda utilizados por alguns mestres para cadenciar a dança.
Os participantes da quadrilha, vestidos de matuto ou à caipira, como se diz fora do Nordeste do Brasil (indumentária que se convencionou pelo folclorismo como sendo a das comunidades caboclas), executam diversas evoluções em pares de número variável. Em geral, o par que abre o grupo é um "noivo" e uma "noiva", já que a quadrilha pode encenar um casamento fictício. Esse ritual matrimonial da quadrilha liga-a às festas de São João europeias que também celebram aspirações ou uniões matrimoniais. Esse aspecto matrimonial e a fogueira junina constituem os dois elementos mais presentes nas diferentes festas de São João da Europa.
Outras danças e canções
No nordeste brasileiro, é utilizado o forró, assim como ritmos aparentados tais como o baião, o xote, o reisado, o samba de coco e as cantigas típicas das festas juninas.
Costumes populares
As festas juninas brasileiras podem ser divididas em dois tipos distintos: as festas da Região Nordeste e as festas do Brasil caipira, ou seja, nos estados de São paulo, Paraná (norte), Minas gerais (sobretudo na parte sul) e Goiás.
No Nordeste brasileiro, se comemora com pequenas ou grandes festas que reúnem toda a comunidade e muitos turistas, com fartura de comida, quadrilhas, casamento matuto e muito forró. É comum os participantes das festas se vestirem de matuto, os homens com camisa quadriculada, calça remendada com panos coloridos, e chapéus de palha, e as mulheres com vestido colorido de chita e chapéu de palha.
 
Simpatias, sortes e adivinhas para Santo Antônio
O relacionamento entre os devotos e os santos juninos, principalmente Santo Antônio e São João, é quase familiar: cheio de intimidades, chega a ser, por vezes, irreverente, debochado e quase obsceno. Esse caráter fica bastante evidente quando se entra em contato com as simpatias, sortes, adivinhas e acalantos feitos a esses santos:
Confessei-me a Santo Antônio,
confessei que estava amando.
Ele deu-me por penitência
que fosse continuando.
Os objetos utilizados nas simpatias e adivinhações devem ser virgens, ou seja, estar sendo usados pela primeira vez, senão… nada de a simpatia funcionar! A seguir, algumas simpatias feitas para Santo Antônio:
Moças solteiras, desejosas de se casar, em várias regiões do Brasil, colocam uma figura do santo de cabeça para baixo atrás da porta ou dentro do poço ou enterram-no até o pescoço. Fazem o pedido e, enquanto não são atendidas, lá fica a imagem de cabeça para baixo. Para arrumar namorado ou marido, basta amarrar uma fita vermelha e outra branca no braço da imagem de Santo Antônio, fazendo a ele o pedido. Rezar um pai-nosso e uma salve-rainha. Pendurar a imagem de cabeça para baixo sob a cama. Ela só deve ser desvirada quando a pessoa alcançar o pedido.
Comidas típicas
Por ser uma região árida, o Nordeste agradece anualmente a São João Batista, mas também a São Pedro, pelas chuvas caídas nas lavouras. Em razão da época propícia para a colheita do milho, as comidas feitas de milho integram a tradição, como a canjica, a pamonha, o curau, o milho cozido, a pipoca e o bolo de milho. Também pratos típicos das festas são o arroz-doce, a broa de milho, a cocada, o bom-bocado, o quentão, o vinho quente, o pé-de-moleque, a batata-doce, o bolo de amendoim, etc.
O local onde ocorre a maioria dos festejos juninos é chamado de arraial, um largo espaço ao ar livre cercado ou não e onde barracas são erguidas unicamente para o evento, ou um galpão já existente com dependências já construídas e adaptadas para a festa. Geralmente, o arraial é decorado com bandeirinhas de papel colorido, balões e palha de coqueiro ou bambu. Nos arraiais, acontecem as quadrilhas, os forrós, leilões, bingos e os casamentos matutos.









 
 Fonte: pt.wikipedia.org/wiki/Festa_junina