domingo, 30 de novembro de 2014

The Darkest Touch - Gena Showalter


Do New York Times, da autora best-seller Gena Showalter vem a história há muito aguardada de Torin, o Senhor mais perigoso do submundo...

Guerreiro imortal Feroz. Hospedeiro para o demônio da doença. Cada toque de Torin pode causar doenças, morte e uma praga em todo o mundo. É absolutamente proibido prazer carnal, e embora ele sempre venceu a tentação com uma vontade de ferro, seu controle está prestes a quebrar.

Ela é Keeley Cael. A Rainha Vermelha. Quando a beleza poderosa com vulnerabilidades chocantes escapa de uma prisão secular, o desejo que ferve entre ela e Torin é escaldante. Seu toque pode significar o fim para ela, mas resistir a ela é a batalha mais difícil que ele já lutou e a única batalha que ele teme não poder vencer.


domingo, 23 de novembro de 2014

Pipa, RN


Moradia de golfinhos e tartarugas marinhas a Praia da Pipa pertence ao município de Tibau do Sul. Acabou sendo conhecida por Pipa porque a Pedra do Moleque (situada no ponto mais extremo da praia dos Afogados) parece ao longe como um barril de vinho ou cachaça.


Logo na chegada, ao longo da estrada você se depara com praias de águas claras e mornas, imensos coqueirais, piscinas e mirantes naturais, imponentes falésias ainda cobertas pela Mata Atlântica, dunas branquíssimas, enseadas, despenhadeiros. Localizada no maior santuário ecológico do Estado do Rio Grande do Norte, eleita pelo Guia 4 Rodas como uma das 10 mais belas praias do Brasil, a Pipa começou a ficar famosa nos anos 80 através dos amantes do surf.


Tibau do Sul



A Vila é linda, com uma arquitetura super interessante e movimentadíssima. Eu fiquei hospedada na vizinha Tibau do Sul, mas compensa mais ficar em um dos muitos hotéis e pousadas próximos ao centro de Pipa onde você pode andar a vontade, sem se preocupar em estacionar. É difícil encontrar vaga e os estacionamentos privados cobram em média dez reais.

A gastronomia é maravilhosa e tem pra todos os gostos e todos os preços. Basta você procurar. Um lugar de onde você já sai planejando quando voltar.

A página de Pipa oferece várias informações útis pra quem se intressa em conhecer.  http://www.pipa.com.br/


A Exótica era uma antiga boate, Infelizmente está fechada, mas a arquitetura é muito legal.



A noite é agitadíssima.


Um dos muitos mirantes de Pipa.


Praia do Madeiro.



quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Onde o Vento faz a curva - Capítulo 02


A cinco ruas de onde Eva e a Maçã se vigiavam, Maria da Glória tentava chamar a atenção do namorado.
- Disse que é o casamento da minha prima. Você a conheceu anos atrás. Marina, lembra?
Pedro assentiu distraído enquanto corrigia algumas provas.
Maria da Glória apertou os lábios. Logo apertou as mãos para impedir-se de rasgar a pilha de avaliações que disputavam a atenção do namorado. Não faria muita diferença. Tudo disputava a atenção dele: a escola, a religião, o pai, os amigos.
- Ela nos convidou – insistiu – e a cidade não é longe daqui...
Ele soltou a caneta e ergueu para ela um olhar impaciente.
- Não temos tempo Mari. Estaremos ocupados com a escola, nossos compromissos. Não temos tempo pra isso. E meu pai precisa de mim para ajudar no culto.
Seu olhar desabou sobre ela criticamente.
- E nem sequer temos tempo de comprar uma roupa decente! E esquece de sua tia? Sabe que ela odeia ficar sozinha à noite.
À menção da tia, ela se encolheu.
Vê? – disse ele percebendo a reação dela e sorrindo triunfante – Não podemos ir.
Maria da Glória manteve seu rosto calmo e controlado, embora desejasse gritar mais que tudo. Gritar não resolveria nada e, assim como ele, estava em seu local de trabalho. Sentiu-se quase feliz quando a sineta tocou indicando o início da próxima aula.
Pedro lançou as provas na pasta com eficiência e levantou.
- Você não vem? – Perguntou, hesitante, quando ela não se moveu.
- Não tenho esse horário.
A incerteza brilhou no rosto dele.
- Olha, sei que está frustrada, mas assim é melhor. Sua prima não tem boa reputação. Francamente, não acho que deva se relacionar com ela...
Maria da Glória forçou um sorriso em seu rosto congelado.
- Está tudo bem. Vou ligar pra ela e dizer que não podemos ir. Te vejo mais tarde.
O alívio no rosto dele enquanto se afastava cortou em sua alma tão fundo que por um momento ela teve dificuldade de respirar.
Alcançou o celular e procurou o número de marina. Sua prima “sem reputação” era tão diferente dela quanto a água do vinho. Sexy, divertida, sem limites. E a pessoa mais feliz que conhecia. Lógico que sua tia a odiava.
Guardou o telefone sem discar. Iria a esse casamento de um jeito ou de outro.
Decisão tomada, pegou a bolsa e dirigiu-se a saída. A escola onde trabalhava ficava próxima ao centro comercial. Com sorte encontraria o vestido adequado em tempo recorde, e estaria em casa antes que sua tia voltasse do centro comunitário onde passava as tardes.
Ao passar por uma vitrine onde estava exposto um vestido escandalosamente decotado franziu os lábios em reprovação, mais por hábito que convicção. Certamente não encontraria ali um vestido adequado. Atravessou a rua até uma loja de estilo conservador, onde costumava comprar a maioria de suas roupas. A palavra costume passeou aborrecidamente por sua cabeça. Maria da Glória deu dois passos para trás e desceu a calçada antes de perceber que o fazia. Atravessou a rua como um autômato desviando distraída de uma bicicleta e um Fiat vermelho muito mal humorado que não se privou de gritar olha por onde anda, maluca! Ela suspirou e seguiu em frente. Estava segura que os carros não deveriam ser mal educados assim.
Olhou de novo o vestido indecente.
A porta ao lado da vitrine abriu e uma adolescente perguntou:
- Não gostaria de entrar, professora?
Reconheceu na adolescente uma de suas ex-alunas e um sentimento de mal estar se instalou pesadamente em seu estômago.
- Acho que aqui não tem nada do meu estilo – murmurou.
A adolescente a olhou de cima abaixo com um olhar que indagava que estilo? Então olhou de novo e dessa vez a vendedora assumiu, percebendo um claro potencial inexplorado. Abriu a porta amplamente e a puxou para dentro com um sorriso.
Uma profusão de cores e estampas a deixaram momentaneamente zonza. Onde estava com a cabeça para entrar ali? Seu guarda roupa era composto basicamente de chemisiers e tons escuros. Teve o instinto de correr para a porta, mas viu-se sobrecarregada com uma pilha de vestidos nas mais surpreendentes cores enquanto a garota – chamava-se Alexandra, lembrou confusamente – tagarelava com entusiasmo.
Lançou um olhar suspeito à pilha de vestidos e percebeu, surpresa, que embora as cores fossem exuberantes, a modelagem era conservadora. Sentiu-se aliviada ao ver que a menina não tentava mudar seu estilo – ou a ausência dele – e apenas empurrava numa mudança sutil.
Mais relaxada começou a circular pela loja e, por hábito, estendeu a mão para um vestido preto. O tecido escuro e suave escorreu em suas mãos revelando um decote profundo e reveladoras fendas laterais. Jesus! Aquilo era um vestido ou um maiô?
Devolveu depressa o vestido a arara e fez um gesto para deter Alexandra que continuava a empurrar-lhe roupas.
- É suficiente – devolveu alguns modelos que considerou berrantes demais e selecionou os tons mais pastéis. Estava a ponto de entrar no provador quando notou o tamanho.
- Esse modelo é 40, Alexandra. Visto 42.
A vendedora lhe deu um olhar crítico.
- Desculpe professora, mas sempre tive a impressão que a senhora usava um número maior que o seu.
Maria da Glória mexeu-se desconfortável.
- Não gosto de roupas apertadas – retrucou.
- Tenho certeza que nada ficará apertado – afirmou Alexandra e a empurrou com determinação ao provador.
A imagem que o espelho de corpo inteiro lhe devolveu de imediato não era atraente. O vestido azul escuro que usava era reto e grande demais pra ela, mas o tecido pesado ocultava com sucesso a forma de seu corpo e isso a fazia mais confortável. O cabelo era um marrom sem graça e estava maltratado porque o mantinha sempre preso, em parte pelo calor infernal da cidade e também porque se o deixasse solto se convertia numa selvagem massa ondulada. Nunca o cortara curto porque sua tia desaprovava veementemente “esses cortes modernos”.  Em outras palavras qualquer corte com balanço e sexy. Não que a fibra de seu cabelo ficaria bem num corte assim.
E por fim seu rosto, se não era feio, era muito comum. Olhos castanhos esverdeados, nariz um pouco proeminente e uma boca que...
Nesse ponto Maria da Glória deu as costas ao espelho com desgosto. Ela gostava da boca. Infelizmente Pedro não parecia sentir nenhum interesse por ela.
Estava experimentando o terceiro vestido, um modelo com decote fechado em tafetá com listras coloridas, quando um tumulto soou na parte posterior da loja. Maria da Glória puxou a cortina do vestiário a tempo de ver uma senhora saindo da loja com óbvia indignação.
Alexandra colocou as mãos na cintura e encarou a cliente responsável pelo transtorno com um olhar de censura.
- O quê? – indagou Ana Clara acariciando a barriga proeminente. – Eu só queria ajudar.
- Disse que ela nunca mais iria transar!
- Ela queria me convencer a ler aquilo. Casamento Blindado? – fez um gesto exasperado – Acredite em mim, aquela mulher nunca mais vai transar se confia naquele tipo de literatura. Se eu tivesse problemas no meu casamento estaria lendo o Kama Sutra.
Alexandra mordeu o lábio tentando conter o riso. Finalmente percebeu Maria da Glória no canto e permitiu que seu sorriso se libertasse com alívio.
- Aí está você. Vestiu muito bem - observou com certa surpresa. – Na verdade acho que você poderia usar o 38. Está um pouco folgado.
- Não! – a negação escapou em tom de pânico. – Na verdade não gostei dele. Muito exagerado...
- Está lindo – discordou Alexandra. – Te deixou...
- Iluminada – completou Ana Clara. – E ela tem razão. Acho que deveria experimentar um 38.
- Prefiro assim – ergueu o queixo teimosamente e voltou para o vestiário.
Deu um olhar crítico a visão refletida no espelho. Era verdade. Ela parecia iluminada... Quase bonita. Talvez devesse tentar o 38...
Meia hora depois, três novos vestidos e um par de sapatos bicolor que ela não sabia se teria coragem de usar, Maria da Glória saiu da loja com a sensação libertadora de que estava cometendo um grande erro e não ligava a mínima para isso.
Da porta da loja, Alexandra e Ana Clara a observaram se afastar com perplexidade.
- Não entendo – murmurou a vendedora. – Porque ela usa aquilo? Quer dizer... A mulher pode usar qualquer roupa que queira.
- Ouvi dizer que a tia dela é uma beata louca de pedra – Ana Clara comentou. - E ela não namora o filho do pastor? Talvez ele seja ciumento...
Alexandra franziu o cenho em desaprovação. Nunca se anularia assim por um homem.
- Cada louco com sua mania – sentenciou enquanto lançava à mulher grávida um olhar especulativo. – Assim... sobre o Kama Sutra... me emprestaria esse livro?
- Claro. Quando você fizer vinte e um.
Alexandra revirou os olhos.
- Por favor! Aposto que sou mais experiente que você.

- É possível, mas fingirei que não acredito – e voltou a entrar na loja exigindo que a vendedora lhe conseguisse algo que não parecesse “roupa de grávida”.

Angels' Dance (Guilda Hunter 0,4)


Professora suave e angelical  e guardiã das histórias de seu povo, Jessamy é respeitada e admirada por todos que a conhecem. No entanto, nascida incapaz de subir em vôo, ela passou milhares de anos presa na fortaleza montanhosa do Refúgio, seu coração envolto em solidão dolorosa ... até a chegada de Galen, um anjo guerreiro de uma corte marcial.

Grosseiro e sem corte, Galen é um mestre de armas, em casa com a violência, um estranho para as doces palavras que é preciso para conquistar uma mulher - mas ele também é um homem determinado a reivindicar Jessamy para a sua própria, para dançar com ela através dos céus que lhe foram negados por muito tempo ... mesmo se a sua paixão emocionante provar ser tão perigosa como a paisagem da guerra e da instabilidade que está diante deles.


Archangel's Consort



A caçadora de vampiros Elena e seu amante, o letal arcanjo Raphael, voltaram para Nova York apenas pra enfrentar uma nova ameaça.

Sede de sangue violenta está afetando vampiro após vampiro, ameaçando manchar as ruas de sangue.

Então o próprio Raphael começa a mostrar sinais de uma raiva incontrolável enquanto tempestades súbitas e tremores de terra começa a afetar todo o mundo. Os presságios estão subitamente claros.

Uma antiga e poderosa imortal está ressurgindo, e não parece nada feliz ao descobrir que o filho uniu-se a um anjo recém-nascido com um coração mortal. Agora, além de lutar para recuperar sua cidade, caçar vampiros com sede de sangue, e fortalecer suas asas, Elena está prestes a enfrentar seu maior desafio: provar a si mesma para a mais letal das sogras...

Archangel's Kiss


A caçadora de vampiros Elena Deveraux acorda de um coma de um ano para se encontrar mudada em um anjo com asas da cor da meia-noite e amanhecer mas seu corpo frágil precisa de tempo para se recuperar antes de ela poder lutar. Seu amante, o perigoso arcanjo Raphael, está acostumado a estar no controle especialmente quando se trata da mulher que considera dele. Mas Elena nunca se deu muito bem com autoridade…

Enquanto luta para recobrar suas forças e lidar com suas novas habilidades na paisagem paradisíaca do Refúgio, Raphael recebe um convite da arcanjo Lijuan para um baile. Recusar seria um sinal fatal de fraqueza, e o tempo de Elena pra aprender a voar agora tem um prazo. Em Pequim a perigosa Lijuan os aguarda com um pesadelo que não deveria existir. E ela organizou as mais perfeitas e horríveis boas vindas para Elena…


domingo, 16 de novembro de 2014

Angel's Pawn


Títeres de Anjos introduz os leitores a um mundo de beleza e perigo, onde anjos e vampiros coexistem.

Em Atlanta, uma caçadora de vampiros está presa entre duas facções rivais e o anjo que está manipulando os dois. Sua única ajuda vem de um vampiro que pode ter suas próprias razões para ajudá-la ...


Ashwini, a caçadora atormentada, aborda Janvier, o sexy Cajun vampiro para ajuda-la em uma missão da guilda para Atlanta. Parece que um Arcanjo contratou os serviços de Ashwini para recuperar um de seus vampiros. Mas Ash suspeita, e Janvier rapidamente percebe, que eles estão sendo arrastados para um jogo de poder vampiro e retribuição de um Anjo ... uma proposta muito arriscada, de fato.

sábado, 15 de novembro de 2014

Onde o Vento Faz a Curva - Capítulo 1



Lu Lopes

O vento fazia a curva na casa de Sara Lima.

Não era um exagero. Lucas Santos observou esse fenômeno minunciosamente durante duas semanas e já não podia se enganar. Era o único lugar naquela maldita cidade onde o vento soprava. Em toda São Miguel não era possível sentir uma única brisa, de dia ou de noite. Apenas temperaturas próximas aos quarenta graus, como se o Inferno houvesse aberto uma filial na cidade e estivesse aquecendo o forno a todo vapor. Provavelmente para cozinhar todos aqueles comerciantes oportunistas que haviam triplicado os preços de ventiladores e ar condicionados.

Mas isso não afetava a sortuda Sara. A qualquer momento em que passasse pela calçada de sua casa era possível observar a brisa soprando sobre seu bem cuidado jardim, sombreado por altas mangueiras. Para unir o insulto à injúria, delicados sinos de vento espalhavam-se nos galhos das mangueiras e durante todo o dia – e noite – sopravam a música mais celestial. Uma provocação que rendia olhares indignados e invejosos das boas pessoas da cidade que não entendiam o que aquela casa e sua dona possuíam de especial. Pacto com o Demônio poderia estar envolvido.

De dentro de sua oficina, no outro lado da rua, Lucas mantinha um olho no motor do Fiat de seu Arnaldo e outro no quintal da infame Sara.

- Sabe, o seu Arnaldo realmente precisa do carro hoje.

Ele resmungou algo irritado e rezou pra que sua cunhada pegasse a dica de seu mal humor e se afastasse. Não que acreditasse que teria essa sorte. Com 1,60 de pura teimosia, mãe de dois pequenos demônios e um terceiro a caminho, Ana Clara não recuava diante de nada.

- Isso foi uma resposta ou um grunhido? Porque estou um pouco confusa aqui.

Outro som, dessa vez semelhante a um rosnado, deixou sua boca. O som foi cortado abruptamente quando uma jarra de suco gelado foi empurrada em sua cara. Lucas se estendeu para a jarra como um homem condenado no deserto.

A jarra foi puxada de volta.

- Não tão rápido. Precisamos entrar em um acordo aqui.

Ele fechou a cara.

- Está me chantageando com a merda de uma jarra de suco?

- A merda de uma jarra de suco de manga, muito, muito gelado.

A carranca dele se aprofundou. Tinha um fraco por manga.

Pressionando a vantagem, Ana Clara encheu o copo que levava na outra mão e levou aos lábios com um gemido de êxtase. Um segundo depois a jarra foi arrebatada de sua mão. Os lábios dela franziram de desgosto quando ele bebeu direto da jarra.

- Ew! Não te ensinaram a ser civilizado no exército?

Ele lhe deu um olhar que indicava que a resposta devia ser óbvia.

Ela o observou terminar o suco com um olhar atento.

- Sabe, as mulheres de hoje possuem telefone, email... Inclusive somos acessíveis a contato pessoal.

Ele devolveu a jarra vazia com um olhar em branco e voltou a se concentrar no motor. Definitivamente não estaria mordendo essa isca.
Houve uma pausa de misericordioso silêncio. Por dez segundos.

- Porque não atravessa a maldita rua e fala com ela? – irritação coloriu sua voz – Está vigiando sua casa há semanas!

- Não sei do que está falando. – Sabia. Mas não iria admitir. Concentrou-se no motor e deixou que a voz de sua cunhada se convertesse num irritante ruído de fundo. Uma arte que aperfeiçoou no exército e resultou em que fosse chutado de lá o mais rápido possível.

Após alguns minutos sua concentração era tal que, de fato, não a ouviu sair. Mas seus olhos continuaram viajando para casa de Sara. A irritante Sara.


A irritante Sara estava no ateliê improvisado de sua casa lixando alguns caixotes de madeira para montar uma estante artesanal. Reciclar coisas antigas ou subutilizadas era um hobby que sempre desejou transformar em profissão e finalmente estava próxima de realizar esse objetivo. Que pudesse fazê-lo com o dinheiro herdado de seu abusivo, canalha infiel e felizmente falecido marido era apenas a cereja do bolo.

A seus pés um miado irritado chamou sua atenção. Uma bola de pelo laranja e branco lambeu uma pata enquanto a fulminava com um olhar aborrecido.

Ela olhou para ele um momento e começou a tirar o pó do caixote. Outro miado insistente; outro olhar aborrecido.

Sara bateu o pé.

- Sei! Estou quebrando a primeira lei dos Cinco Mandamentos de Sara. Alguns dias simplesmente são mais difíceis que outros.

O gato chicoteou o rabo de um lado para outro, nem um pouco convencido e começou a encarar.

Eles estavam habituados a essa competição de olhares. E Sara sempre perdia.

- Ok! – resmungou. – Tenho que fazer uma pausa de todo modo.

O animal se aprumou e seguiu na frente com seu andar desigual. O coração dela apertou com a evidência da violência que o animal havia sofrido, mas ignorou a pontada. Ele era um sobrevivente. Assim como ela.

Seguiu o gato até a área de serviço onde guardava a ração e o serviu com um afago. Depois entrou com prazer na espaçosa cozinha e preparou um sanduíche. Adorava a casa velha e ampla, de inspiração colonial. Amava as inúmeras janelas e a luz natural. Havia se mudado há dois meses e ainda estava no processo de transformá-la num lar. Mas, dia a dia, o lugar ficava cada vez mais charmoso. Um paraíso que, igual a todos os outros, tinha uma serpente.

Dando uma mordida distraída no sanduíche, Sara se acomodou no sofá alinhado estrategicamente sob a maior janela da sala e observou a oficina do outro lado da rua. O mecânico estava inclinado sob o capô de um carro vermelho, expondo um traseiro espetacular num jeans tão ajustado que poderia ser processado por exposição indecente.

Sério, aquilo não prejudicava a circulação?

Deu outra mordida e continuou a apreciar a paisagem. Não era culpa dela se o cara insistia em desfilar em frente de sua janela. Inicialmente constrangida com o próprio interesse, ela agora o observava abertamente, a tentação de atravessar a rua a serpente oculta em seu próprio paraíso.  Sara as vezes se perguntava se Eva também sentou-se durante um longo tempo observando a maçã, antes de finalmente tomar coragem e provar o fruto proibido. Óbvio, depois disso tudo foi para o Inferno.

O pesar desceu como chumbo sobre seus ombros.

- Lembre-se do segundo Mandamento, Sara – ela sussurrou.

A serpente não levaria a melhor sobre essa Eva.

Angels' Blood


A caçadora de vampiros Elena Deveraux sabe que é a melhor, mas ela não sabe se é boa o suficiente para este trabalho. Contratada pelo, perigosamente belo Arcanjo Raphael, um ser tão letal que nenhum mortal quer sua atenção, só uma coisa é clara, falhar não é uma opção... Mesmo se a tarefa é impossível.

Porque neste momento, não é um vampiro desobediente que ela tem que acompanhar. E sim um arcanjo que se tornou mau.


O trabalho vai colocar Elena no meio de uma matança como nenhuma outra... E a arrastará para o fio da navalha da paixão. Mesmo se a caçada não a destruir, sucumbir ao toque do sedutor Raphael poderá. Porque quando arcanjos jogam, destroem os mortais...

Uma palavra: Hot

Julgamento dos anjos (Guilda Hunter 0,5)


Autor: Nalini Singh
Gêneros: Fantasia, romance

Enredo:


Anjos guerreiros e caçadores de vampiros aquecem este paranormal universo alternativo completamente escaldante, da autora best-seller Nalini Singh.

Um caçador deve caçar um de seus próprios que pode ter se tornado mal, e sobreviver aos testes mortais colocados em seu caminho pelos próprios arcanjos. Apoio inesperado vem de um estranho que só poderia ser a ameaça mais letal de todas.


Sara e Deacon são Guild Hunters, o trabalho de sua vida é capturar - ou matar - vampiros desonestos. É um trabalho perigoso e, por vezes, decisões de vida ou de morte devem ser feitas em um momento. E quando um julgamento tem que ser feito, deve o amor ser autorizado a ficar no caminho?

Uma das melhores séries da atualidade, com uma autora fantástica.

domingo, 9 de novembro de 2014

Nail Art


Nail art é uma forma criativa para decorar as unhas e torná-la mais bonita. Tornou-se conhecido geralmente em salões de beleza e é considerada como atividade da moda. Ao longo do tempo, a Nail art tornou-se uma parte de moda e beleza, enquanto na história era uma parte da aristocracia e determinado status social.

História

Do ponto de vista histórico, foi usada nos tempos antigos, surgindo inicialmente na Babilônia antiga, quando os homens pintavam as suas unhas com Kohl. A cor das unhas indicava o status, onde homens de classe superior utilizavam preto, enquanto os machos de menor classe usavam verde. A nail art também foi usada no Egito Antigo (5000 a.C. a 3000 a. C.) pelas mulheres para indicar status social. Elas decoravam suas unhas usando o suco de henna vegetal. Por exemplo, a rainha Nefertiti usava a cor vermelha para decorar suas unhas das mãos e dos pés, enquanto Cleópatra usou tons de ferrugem com um tom de ouro. Mulheres comuns não eram autorizadas a usar a mesma cor que a rainha. Na antiga China , durante a dinastia Ming esmaltes e vernizes foram criados a partir da mistura de cera de abelha, clara de ovo, gelatina, corantes vegetais e goma arábica. Como no Egito, a cor das unhas também representou classe. Em 600 a.C., durante a dinastia Zhou, a realeza usou cores ouro e prata e mais tarde eles preferiram cores preto e vermelho para indicar o seu status. A partir do século 19 tornou-se permitido para todos e passou a ser considerado como uma parte da moda também.

Na cultura contemporânea

Em 2012, os Estados Unidos testemunharam uma crescente popularidade da Nail Art e em janeiro de 2014, o Nailpolis: Museu de Nail Art foi fundada por artistas de unhas e amadores para compartilhar seus projetos.


O canal do youtube, cutepolish é dedicado a pregar tutoriais de Nail Art. Em outubro de 2014, o canal tinha 2.187.523 assinantes, e mais de 253 milhões visualizações.

No Brasil é comum encontrar dicas nas revistas dedicadas ao público adolescente, como a Capricho e Atrevida.















quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Vampira e Solteira

 
 
Sinopse - Vampira e Solteira - Série Rainha Betsy – Livro 1 - MaryJanice Davidson
 
Primeiro Betsy Taylor perde seu trabalho, a seguir é morta em um acidente de trânsito. Mas o que assusta realmente é que ela não parece permanecer morta. E agora seus amigos novos têm a idéia ridícula que Betsy é a rainha do vampiro, e querem sua ajuda com um vampiro poderoso,com fome e o mais velho em cinco séculos.
 
Só um gostinho...
 
 

- Precisa de um amigo - anunciou Marc. Estava terminando seu segundo bife com ovos. Eu permanecia fiel a meu chá com mel.

- Tenho uma. - tornei melancolicamente. - Minha amiga Jessica.

- Quero dizer alguém tolo e mau, não alguém do clube das secretárias.

Apontei-lhe um dedo no rosto. - Acima de tudo, não deboche das secretárias, nem de seus clubes — fui secretária até a semana passada.

- E depois morreu?

- Não, fui despedida do trabalho. Logo depois morri. De fato, deveria dar uma volta pelo lugar… o mas provável é que agora esteja em chamas. - Ri com maligna satisfação. - Quando despediram do setor administrativo, perderam a capacidade de chamar seus clientes, fazer funcionar seus computadores e a máquina fotocopiadora, realizar a compra de utilidades de escritório, atualizar a base de dados, entender o funcionamento da máquina de franquia… Oh, a humanidade. - Sorri abertamente ante essa imagem mental, logo retornei ao nosso mundo. - Segundo Jessica é, ao menos, o dobro da lista que qualquer dos sentados nesta mesa. Terceiro — cáspita, quando você vai comer? - Durante minha reprimenda ele tinha chamado a garçonete.

_ Estou muito deprimido para ter fome, - disse na defensiva. - Além disso, simplesmente está ciumenta.

- Tem razão sobre isso. Minha mãe preparou minha comida favorita numa outra noite e a vomitei por todo o banheiro.

- Mas pode beber? - Inclinou a cabeça para meu chá.

- Aparentemente. Não me faz nada… e sobretudo não me faz menos sedenta. Mas é familiar, entende?

- Claro. Por isso mesmo permaneço no ER. Deprime como o inferno e não se sabe como terminam as coisas, mas pelo menos você sabe onde está.

- Isso é ridículo. Se for tão infeliz nesse trabalho, deixe-o. Trabalhe em uma agradável clínica particular em alguma parte. Encolheu os ombros, olhando para o prato.

- Se, bem…

- Imagino que deve ser duro. Trabalhar em um hospital com crianças.

- É terrivel - disse com tom pessimista. - Não imagina o que aquela gente maldita faz com as crianças.

- Não quero ouvir - falei rapidamente.

- Não quero falar disso, mas esse é meu trabalho. Realmente, quero falar com você sobre isso. Conseguiu se alimentar, corretamente? Pois bem, eu poderia dar-lhe uma lista de pais que abusam dos filhos, que gostam de usar seus bebês como cinzeiros, ou os que decidem marcar com ferro quente um menino, porque fechou a porta com força. E poderia — arrumar as coisas.

- Uma guardiã chupadora de sangue? - Estava horrorizada. E intrigada.

Não, estava horrorizada - Não me ouviu antes? Que até a última semana era uma simples secretária?

- Não, - Disse Marc com ar satisfeito. Agora que acreditava que havia encontrado um objetivo, toda sua conduta — até seu cheiro!—era diferente. Tinha ido embora o garoto de olhos tristes, com uma grande depressão à costas. Em seu lugar estava o garoto das idéias. - Não me disse que pensava em lutar contra o crime para expiar seus hábitos alimentícios? Pois bem, por quê melhor para começar?

Simplesmente neguei com a cabeça e removi o chá.

- Bom, então qual é a alternativa? Não parece o tipo de pessoa que anda às escondidas pelas sombras para atrair algum incauto a seu diabólico abraço. - A magem mental me fez rir.

- E outra coisa — os vampiros não riem à toa.

- Esta aqui ri... E antes que me esqueça… - Minha mão saiu disparada. O atraí para mim e olhei-o intensamente nos olhos. – Fico feliz que se sinta melhor, mas se recair, não voltará a me procurar. Para tentar suicídio.

Olhou-me fixamente também. Suas pupilas eram meros pontos; as luzes deste café noturno eram muito fortes.

- Farei… O que quiser. Demônios. O que desejar. Mas obrigado. De todas maneiras.

Olhei-o ainda mais intensamente. Vamos, energia vampírica. Faça seu trabalho.

-Você... Não.. Vai...Se... Matar.

- Por que... está... falando... assim?

Deixei cair as mãos zangada.

- Maldição! Pude fazer com que os homens cumprissem minhas ordens desde que acordei morta. O que tem de especial?

- Obrigado por ficar tão indignada. E não tenho nem idéia. Eu... ãh... – Sua mandíbula cerrou-se e virtualmente pude ouvir como seu Q I? também caía. Ficou com o olhar fixo, sonhador, sobre meu ombro. Olhei — e quase gritei. O psicopata do cemitério estava na porta do café, me olhando diretamente. Arre! Estava contente de ver que seu cabelo parecia uma calamidade. Não podia ver suas costas, mas cheirava a algodão queimado. Bem feito!

- Oh meu Deus, - disse Marc extasiado. - Quem é ele?

- Um idiota - murmurei, me voltando para olhar, levantando minha xícara de chá.

- Aproxime-se! - Gritou Marc agudamente. - Oh meu Deus, oh meu Deus, oh, Deus meu!

- Não pode se conter? - Vaiei. - Parece uma garota excitada. Ah-há! - A compreensão me chegou, um pouco mais lentamente que de costume. - É gay! – Dei-me conta que tinha gritado e todo mundo no café cravava os olhos em nós.

- Não me diga!

- O que, não me diga? Como fiquei sabendo? Pensei que fosse heterossexual.

- Porque você é. - Ainda permanecia com o olhar fixo sobre meu ombro, tentando arrumar o cabelo, que estava tão incrivelmente curto, que nunca poderia estar desarrumado. – Eu sempre digo que todo mundo é gay.

- Pois bem, estatisticamente isso é uma bela tolice.

- Não tenho por que escutar uma crítica de uma não-morta… Holaaaa, - Terminou em tom carinhoso. Senti como caía um peso sobre meu ombro: A mão do estúpido. Desentendi-me do assunto.

- Boa noite - Disse o estúpido.

- Veja só, o corno - sussurrou calidamente. Deslizou no assento, ao lado de Marc. Ouvi um suspiro amortecido e acreditei que Marc ia deprimir se. - Não acredito que tenhamos sido formalmente apresentados.

- Estava a ponto de fazê-lo quando inseriu seu dedo em minha boca. - Pensei em lhe atirar o chá à cara, mas o imbecil provavelmente usaria Marc como um escudo vivo.

- Ah. Sim. Pois bem, meu nome é Sinclair. E você é?

- Realmente irritada com você.

- É um nome de família?

Marc estalou em risadas. Sinclair o favoreceu com um sorriso acolhedor.

- É seu amigo?

- Ninguém de seu maldito interesse.

- Dissuadiu-me de saltar para uma morte grotesca, - Informou Marc a meu archinimigo. - Então viemos aqui para conspirar sobre como vamos castigar todos os pais malvados.

- Nós, não.

- Sim, você também!

As fossas nasais de Sinclair flamejaram e se inclinou mais para jogar uma boa olhada ao pescoço do Marc (tinha um machucado, mas não havia sinais de marca de dentes), então me olhou.

- Alimentou-se deste homem?

Ruborizei. Ou ao menos, senti como se ruborizasse.

- Quem sabe? Repito: Não é nada de seu maldito interesse.

Tamborilou com os dedos na mesa. Tentei não ficar com o olhar fixo. Eram tão largos e magros, e tinha uma vaga idéia do poder neles.

Interessante. E aqui estão os dois agora. Hmm.

- Quer se unir a nós? - Disse Marc. Gemi, mas ambos me ignoraram.

- Quer uma xícara de café ou algo parecido?

- Não bebo… café.

- Oh, muito cômico, - respondi bruscamente. - O que está fazendo aqui, Sink Lair?? Se me quer cobrar o seu casaco, é mal — você mesmo procurou aquilo.

- De fato. - Seu olhar foi frio. - Essa é uma coisa da qual falaremos depois, mas no que se refere à sua pergunta, estou aqui por você, meu amor.

- Não me chame disso.

-Você pode me chamar de Isso, - disse com tom sensual. - Nostro a quer morta por suas ações desta noite. O vampiro que leve sua cabeça para ele será ricamente premiado.

- Quem diabos é Nostro?

- Nostro. É... suponho que você o chamaria de chefe tribal. Algumas vezes amiúde — os vampiros se unem em grupos e o mais forte é o que manda.

- Por que, por todos os infernos, fazem isso? -  Queixei-me. - Porque simplesmente não fazem seus próprios negócios como os faziam antes de morrer?

- Porque não lhes é permitido. Os vampiros se vêem forçados a tomar uma decisão.

- Ninguém me obrigou.

- Ocuparemo-nos disso mais tarde.

- Que?

— Para responder a sua pergunta, os não-mortos se juntam para ter amparo. Para ter uma sensação de segurança.

- Então este tipo, Nostro, esta chateado porque não participei do jogo?

- Por isso, e pelos estrondos de risada histérica que explodiram de seu peito.

Marc tinha seguido a conversação muito atentamente, e agora cravou seus olhos em mim.

- O chefe dos vampiros quis que fizesse algo, e você riu dele?

- Durante um momento. - Adicionou Sink Lair.

- Betsy, por Deus! Ele não lhe deu uma bofetada ou algo parecido?

- Deu-lhe o pior castigo que um vampiro pode dar… e também riu disso

- Então, Betsy?

- Sim, Betsy, vai fazer algo sobre isso?

- Certamente, não. - Estava o estúpido, realmente, escondendo um sorriso malicioso? Olhei, e me devolveu um olhar inexpressivo. Devia ter sido minha imaginação.

- Então você está aqui para tentar levar minha cabeça para Nostro?

- Nostro. E não, não estou aqui para isso. Você é muito bonita para lhe cortar a cabeça.

- Que nojo. Nostro é abreviatura de Nostradamus?? O imbecil é tão sem imaginação?

Sink Lair pareceu magoado.

- Sim, e sim.

- Ufa.

- Concordo.

- Então por que está aqui, Sink Lair?

- É Sinclair, e pensei que isso fosse óbvio, até para você. Você está recentemente morta e parece que é uma ameaça para si mesma. Você não conhece nenhuma das regras, e agora há um preço por sua cabeça, pelo que aconteceu setenta e duas horas desde sua transformação… um truque bonito, a propósito. Eu a tomarei sob minha proteção.

- E em troca...?- Não tinha a intenção de zumbir como se tivesse um inseto na boca, mas não pude evitá-lo. Não confiava em Sink Lair, desde o momento em que o atirei longe. Hmm… ao melhor eu era um novo estereótipo.

- Em troca, descobriremos por que é tão diferente do resto de nós. Você deveria ter sentido uma certa agonia quando lhe jogaram água benta. Em lugar disso apenas tossiu. É o que deduzo.

- Não obrigado.

- Insisto.

- Importa-me uma merda! Não é meu pai, embora seja provavelmente bastante velho para sê-lo, e...

- Que idade você tem? - Perguntou Marc ofegando.

Sinclair não o olhou.

-Nasci no ano em que foi declarada a Segunda Guerra Mundial.

Fiquei sem fôlego pelo horror. Pensar que tinha ficado atraída por este fóssil! Pois bem, não era inteiramente minha culpa… Via Sinclair como se estivesse na casa dos trinta. Não tinha uma só mecha grisalha em seu escuro cabelo, nenhuma ruga abaixo dos olhos escuros e insondáveis.

- Epa! Então tem uns noventa anos? Poxa! Não tem uma bandagem por baixo desse traje?

- É a mais ignorante, orgulhosa, exibida...

- É mais como se estivesse iniciando os sessenta - interrompeu Marc rapidamente. - E vocês dois, parem. Não quero estar no centro de uma luta corpo a corpo entre vampiros.

- Certo. Vá dormir.

- Mas estou ... zzzzzzzzzzzz...

Movi a mão rapidamente para o lugar onde a cabeça do Marc se chocaria duramente com a mesa e em vez disso terminou roncando na palma de minha mão.

Lentamente me afastei e dirigi a Sinclair um furioso olhar.

- Por que fez isso? E como o fez? Gostaria de tentar isso em minha ogrodrasta algum dia.

Olhou-me, nervoso como um bebê deitado sobre uma pilha de cubinhos de gelo.

- É desaconselhável que ele escute tantas coisas sobre nós. O que é outra questão que eu quero discutir com você. É verdade que disse à sua família que ainda está viva?

- Eu não estou viva, isso não tem nada a ver com você, como já notou?

- Não deve fazer coisas assim. Põe em perigo as mesmas pessoas que quer proteger.

- Alguém alguma vez já lhe disse que não use tantos pronomes? Tudo é ‘você é ’ e ‘ eu sou ’ e ‘ você faria’.

- Alguém alguma vez já lhe disse que você precisa de ajuda?

- Certo - falei. Termine o chá - e pus Marc na mesa bruscamente. Marc continuou roncando, abstraído. - Agora me escute. Eu não gosto de arrancarabo, e além disso, estou segura como a merda, de que não quero seus dedos em minha boca!

- Estou pensando em colocar na sua boca alguma outra coisa neste momento, - disse suavemente.

- Cale a boca! E eu não gosto de ser perseguida e eu não gosto que faça dormir os meus amigos.

- Ele não é seu amigo. Você o conheceu esta tarde.

- É um amigo recente, está bem? Agora vá embora. Posso me cuidar, não necessito sua ajuda, não quero saber de você.

- Tudo isso são mentiras.

- E tampouco quero saber de suas estúpidas tribos vampíricas. O simples fato de que eu estou morta não quer dizer que não possa ter uma vida. - Sinclair piscou quando disse isso, e continuei antes que ele me interrompesse outra vez.

- Sim – eu disse - a minha família que não estava morta… por que infernos não ia fazê-lo? Não vão me enfiar uma estaca no meio da noite... meus verdadeiros pais não o fariam. Faço o melhor que posso, obrigado por nada, e não tenho em meus planos me envolver com algum de vocês, perdedores não-mortos.

- Terminou?

- Uh - Me deixe ver, posso me encarregar de mim mesma… é problema meu a quem me dirijo, com que falo... perdedores não mortos… Sim.

- Falaremos outra vez. Chegará o momento, Miss Rogue, no qual você precisará da minha ajuda. Não sou rancoroso, e farei isso com prazer.- Sorriu-me abertamente. Era aterrador… todos os dentes brancos e os olhos resplandecentes. - Sempre e quando precisar, é só você me deixar colocar algo na sua boca de novo. Boa noite.

Poof! desvaneceu-se. Ou se moveu tão rapidamente que não o pude seguir com os olhos. De qualquer maneira, foi, enquanto eu tremia de fúria e — OH, não!—de luxúria, e Marc estava bababando em cima da mesa.