quarta-feira, 3 de julho de 2013

FUTURISMO



Movimento artístico onde os artistas valorizavam o futuro e a velocidade, que na época começava a fazer parte do cotidiano e a ser admirada, graças ao emprego das máquinas nas indústrias e aos primeiros automóveis que  que começavam a circular. Na visão dos futuristas os demais artistas deixavam de lado o aspecto mais evidente dos novos tempos: o movimento veloz das máquinas, muito superior ao movimento natural.


Como os futuristas procuravam a expressão do próprio movimento, usavam linhas retas e curvas e cores que sugerissem velocidade. São exemplos do emprego desses princípios as obras do escultor Umberto Boccioni (1882-1916) e do pintor Giacomo Balla (1871-1958).

 Formas únicas de continuidade no espaço (1913), de Umberto Boccioni. 

Velocidade Abstrata + Rumor (1913-1914) - Giacommo Balla.



A ESCULTURA E O MÓBILE



A ideia de que o movimento poderia ser tratado de forma artística levou Alexander Calder (1898-1976) a inventar os móbiles. O movimento dos primeiros trabalhos de Calder tinha de ser acionado manualmente pelo observador. Depois de 1932 o artista viu que, se os objetos ficassem suspensos, se moveriam pela ação das correntes de ar.






TENDÊNCIA DA ESCULTURA MODERNA



Entre as diferentes tendências da escultura moderna alguns escultores permaneceram ligados ao estilo de Rodin, isto é, a representação realista. Outros deram liberdade à imaginação, muitas vezes inspirando-se nas formas da natureza ou em culturas mais antigas, como a africana.

Dentro dessa segunda tendência destaca-se Constantin Brancusi, um dos mais importantes escultores do século XX. Ele criou formas em geral abstratas, resultantes de um rigoroso processo de simplificação das características do objeto representado. Assim, criou formas simples, mas muito expressivas. Brancusi dava a suas obras de metal um primoroso polimento, de modo a refletirem os efeitos luminosos.
  

 O Beijo (1916), de Constantin Brancusi

 Pássaro no espaço (1928), de Brancusi

A ARQUITETURA



O futurismo nasceu como movimento organizado a partir de 1909, quando, na França, o escritor italiano Fellipo Tommaso Marinetti lançou os seus famosos Manifestos Futuristas. Exaltava-se o mundo moderno, as guerras, o militarismo e a ditadura como fatores de higienização da incivilidade. Por isso o movimento ligou-se ao facismo italiano e o comunismo soviético.

Na literatura o lema central era "a liberdade para a palavra".

Na primeira metade do século XX as obras arquitetônicas mais inovadoras foram os arranha-céus, a princípio nos Estados Unidos e depois em metrópoles do mundo todo. Essas construções tornaram-se possíveis graças a um avanço técnico: o emprego do ferro em sua estrutura.

A MÁQUINA E A ARTE

Com a Revolução Industrial, iniciada no século XVIII, criaram-se as máquinas, que permitiram ao ser humano conhecer a velocidade e desenvolver a produção em série, isto é, a fabricação, em pouco tempo, de inúmeras cópias de um mesmo produto. A partir de então estabeleceu-se uma nítida distinção entre objetos industrializados e obras de arte: Uma obra única, feita por um artista era arte; já um objeto do qual se produzissem muitas cópias por meio de uma máquina não poderia ser catalogado como arte. Desse modo, por ser única, a obra de arte ganhou um caráter quase sagrado e passou a ser cultuada, especialmente nos museus.

No brasil, o termo futurista, em circulação desde 1912, tomou a conotação de algo caótico ou absurdo e teve sentido perjorativo. Se iniciou de fato com a semana de arte moderna de 22 e suas ideias chegaram ao Brasil com Oswald de Andrade, que teve contato com ele na europa.
 


Descobrindo A História da Arte – Graça Proença.




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