segunda-feira, 11 de março de 2013

O Barroco



O BARROCO NA ITÁLIA

A arte barroca desenvolveu-se no séc. XVII, mas suas origens devem ser buscadas em fatos do séc, XVI. O mais importante deles foi a Reforma Protestante que teve início na Alemanha e, a seguir, expandiu-se por muitos outros países. Originou-se na Itália, expandindo-se rapidamente para outros países da Europa e chegando ao continente americano trazida pelos colonizadores portugueses e espanhóis. Entretanto, ela não se desenvolveu de maneira homogênea. Houve grandes diferenças entre os artistas e entre as obras produzidas nos diferentes países. Apesar disso alguns princípios gerais podem ser indicados como caracterizadores dessa concepção artística: as obras barrocas romperam o equilíbrio entre o sentimento e a razão ou arte e ciência que os pintores do renascimento procuravam realizar de forma muito consciente. Na arte barroca predominam as emoções e não o racionalismo da arte renascentista.

Pontos Principais:

·        Disposição dos elementos dos quadros em forma de uma composição em diagonal.
·        Acentuado contraste de claro-escuro. O que intensifica a expressão dos sentimentos.
·        A pintura barroca é realista e o povo simples com freqüência é representado.

Dentre os pintores do barroco Italiano três são considerados (pela autora Graça Proença) mais expressivos:

Tintoretto (1515-1549) – Pintou temas religiosos, mitológicos e retratos, sempre com duas característica marcantes: Os corpos da figuras são mais expressivos do que os seus rostos e a luz e a cor tem intensidade.



Caravaggio (1573-1610) – Não se interessou pela beleza clássica que tanto encantou o Renascimento. Procurava seus modelos entre os vendedores, os músicos ambulantes, os ciganos, as pessoas do povo. Sua característica principal é o modo revolucionário como usa a luz. Ela não aparece como reflexo da luz solar, mas é criada intencionalmente pelo artista para dirigir a atenção do observador. Ele é conhecido como fundador do estilo Luminista.



 Andrea  Pozzo (1642-1709) – A pintura barroca desenvolveu-se também nos tetos das igrejas e de palácios. Essas pinturas, de efeito sobretudo decorativo, realizou audaciosas composições de perspectiva. Assim foi, por exemplo, o trabalho que Andrea Pozzo realizou para o teto da igreja de Santo Inácio, em Roma. Essa obra impressiona pelo número de figuras e pela ilusão – criada pela perspectiva -  de que as paredes e colunas da igreja continuam no teto e de que este se abre para o céu, de onde santos e anjos convidam o homem para a santidade.Essa tipo de pintura tornou-se muito comum na época. Em muitas igrejas barrocas brasileiras, por exemplo, encontramos tetos com pintura que dão a ilusão de arquitetura e que se abrem para o céu.




A escultura barroca – Como vimos havia nas esculturas renascentistas um equilíbrio entre os aspectos intelectuais e emocionais. Já nas obras barrocas esse equilíbrio desaparece, dando lugar a exaltação dos sentimentos. As formas procuram expressar o movimento e recobrem-se de efeitos decorativos. Predominam as linhas curvas, os  drapeados das vestes e o uso do dourado. Os gestos e os rostos dos personagens revelam emoções violentas e atingem uma dramaticidade desconhecida no Renascimento. Dentre os artistas do Barroco italiano, Bernini (1598-1680) foi o mais importante e completo, pois foi arquiteto, urbanista, escultor, decorador e pintor. Entre suas obras estão o baldaquino e a cadeira de São Pedro – basílica de São Pedro, no Vaticano - e o Êxtase de santa Tereza.



A arquitetura barroca – realizou-se principalmente nos palácios e igrejas. A Igreja Católica queria proclamar o triunfo de sua fé e por isso realizou obras que impressionam pelo seu esplendor. Na Itália, Por exemplo, a praça de São Pedro (1657-1666), projetada por Bernini, a igreja Sant’Agnes (1653-1657), por Borromini, e a Igreja de Santa Maria della Pace (1656-1657), por Pietro da Cortona. Quanto ao estilo de construção os arquitetos insistem nos efeitos decorativos, pois “no Barroco todo muro se ondula e dobra para criar um novo espaço”. Nesse século é reconhecido que as cercanias imediatas da obra arquitetônica são importantes para a beleza da construção. Disso resulta a preocupação paisagística com os grandes jardins dos palácios, como em Versalhes, e com a praça das igrejas, como a da basílica de São Pedro no Vaticano, realizado por Bernini.



Um comentário:

  1. Que postagem mais elucidativa, Mely. As imagens casando perfeitamente com as explicações.

    Sempre achei o barroco ou rococó, como chamavam os portugueses, muito próximo daquela fase da paixão em nossos pensamentos se tornam confusos e ficamos à procura de desenrolar os novelos dos pensamentos.

    Um abraço e ótima semana para você!

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