sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Arte do Egito Antigo


A arte egípcia refere-se à arte desenvolvida e aplicada pela civilização do antigo Egito localizada no vale do rio Nilo no norte da África. Esta manifestação artística teve a sua supremacia na religião durante um longo período de tempo, estendendo-se aproximadamente pelos últimos 3000 anos antes de Cristo, demarcando diferentes épocas e influenciando as diferentes variedades estilísticas adotadas: Período Arcaico, Império Antigo, Império Médio, Império Novo, Época Baixa, Período Ptolemaico e vários períodos intermédios, mais ou menos curtos, que separam as grandes épocas, e que se denotam pela turbulência e obscuridade, tanto social e política como artística.

No século XIX escavações sistemáticas trouxeram à luz obras capazes de fascinar investigadores, colecionadores e mesmo o olhar amador. A partir do momento em que se decifram os hieróglifos na Pedra de Roseta é possível dar passos seguros a caminho da compreensão da cultura, história, mentalidade, modo de vida e naturalmente da motivação artística dos antigos egípcios.

Motivação e objetivos

A arte do antigo Egito serve políticos e religiosos. A figura do faraó é tida como representante de deus na Terra e é este seu aspecto divino que vai vincar profundamente a manifestação artística. Deste modo a arte representa, exalta e homenageia constantemente o faraó e as diversas divindades da mitologia egípcia, sendo aplicada principalmente a peças ou espaços relacionados com o culto dos mortos. O faraó é considerado imortal e todos seus familiares e altos representantes da sociedade têm o privilégio de poder também ter acesso à outra vida. Os túmulos são, por isto, os marcos mais representativos da arte egípcia e lá são depositadas as múmias ou estátuas (corpo físico que acolhe posteriormente a alma, ka) e todos os bens físicos do cotidiano que lhe serão necessários à existência após a morte.
Nesse contexto social teve início com o soberano Djoser o Antigo Império (3200-2200 a. C.) Esse faraó exerceu o poder autoritariamente e transformou o Baixo Egito, com a capital em Mênfis, no centro mais importante do reino. Desse período, a pirâmide de Djoser, construída pelo arquiteto Imotep, é talvez a primeira construção egípcia de grandes proporções.
  
Mas são as pirâmides do vale de Gizé as obras arquitetônicas mais famosas. Foram construídas por importantes reis do Antigo Império: Quéops, Quéfren e Miquerinos. A maior, a de Quéops, tem 146 metros de altura e ocupa uma superfície de 54300 metros quadrados. Junto a essas três pirâmides está a esfinge mais conhecida do Egito. Com 20 metros de altura e 74 metros de comprimento ela representa o faraó Quéfren.
 Estilo e normas

Todas as representações artísticas estão repletas de significados que ajudam a caracterizar figuras, a estabelecer níveis hierárquicos e a descrever situações. A harmonia e o equilíbrio devem ser mantidos, qualquer perturbação neste sistema é, consequentemente, um distúrbio na vida após a morte. Para atingir este objetivo de harmonia são utilizadas linhas simples, formas estilizadas, níveis retilíneos de estruturação de espaços, manchas de cores uniformes que transmitem limpidez e às quais se atribuem significados próprios.
A hierarquia social e religiosa traduz-se, na representação artística, na atribuição de diferentes tamanhos às diferentes personagens, conforme a sua importância. Como exemplo, o faraó será sempre a maior figura numa representação bidimensional e a que possui estátuas e espaços arquitetônicos monumentais. Reforça-se assim o sentido simbólico, em que não é a noção de perspectiva (dos diferentes níveis de profundidade física), mas o poder e a importância que determinam a dimensão.


Definia que a representação possuía só três pontos de vista pela parte do observador: de frente, de perfil e de cima. O corpo humano, especialmente o de figuras importantes, é representado utilizando dois pontos de vista simultaneos, os que oferecem maior informação e favorecem a dignidade da personagem: os olhos, ombros e peito representam-se vistos de frente; a cabeça e as pernas representam-se vistos de lado. O fato de, ao longo de tanto tempo, esta arte pouco ter variado e se terem verficado poucas inovações, deve-se aos rígidos  cânones e normas a que os artistas deveriam obedecer e que, de certo modo, impunham barreiras ao espírito criativo individual.

A manifestação artística que ganhou as mais belas representações no Antigo Império foi a escultura. Apesar de possuir também muitas convenções, a escultura pode revelar dados pessoais do retratado: sua fisionomia, seus traços raciais e sua condição social. Porém, durante o Médio Império (2000 a 1750 a. C.) o convencionalismo voltou a produzir esculturas e retratos estereotipados que representam a aparência ideal dos seres – principalmente dos reis- e não seu aspecto real.



Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre. Disponível em:pt.wikipedia.org/wiki/Arte_do_Antigo_Egito
História da Arte – Graça Proença


  

2 comentários:

  1. puts. que post delicioso.

    serviu pra avivar meus sonhos.adoro o Egito.


    adoro tu tb. rs


    beijo

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  2. amei o post *o* rs, sou apaixonada pelo Egito :3

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