segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Pastiche




The Connoisseur (Norman Rockwell, 1962). Quadro dentro de um quadro, a tela examinada é pastiche de uma pintura de Jack “The Dripper” Pollock.

Etimologicamente derivado da palavra italiana pasticcio (massa ou amálgama de elementos compostos), é definido como obra literária ou artística em que se imita abertamente o estilo de outros escritores, pintores, músicos, etc.

O pastiche era aplicado pejorativamente, no campo da pintura, a quadros forjados com tal perícia imitativa que procuravam ser confundidos com os originais. Durante a Renascença, devido à crescente procura de obras de arte em Florença e Roma, muitos pintores medíocres foram levados a imitar quadros de grandes mestres italianos, com intenções fraudulentas. O conceito viajou para França e pasticcio converteu-se no galicismo pastiche, no século XVIII.

O pastiche literário, em termos genéricos, refere-se a obras artísticas criadas pela reunião e colagem de trabalhos pré-existentes, sendo definido como obra literária ou artística em que se imita abertamente o estilo de outros escritores, pintores, músicos, etc. Não pretende satirizar ou criticar a obra de origem, diferindo, assim, da paródia. 

Deliberadamente cultivado por inúmeros autores, o pastiche afirma-se como a escrita “à maneira de”. Faz uso de processos como a adaptação (modificação de material artístico de gênero para gênero e de uma forma para outra distinta), a apropriação (o empréstimo deliberado), o bricolage (a criação a partir de fontes e modelos heterogéneos) e a montagem.

 
Fontes:



 


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