sábado, 18 de agosto de 2012

Caminhos de Sangue



Lagoa da Prata, ao contrário do que o nome sugere, é um lugar desértico e isolado. É naquela imensidão vermelha que Saba mora com o pai, o irmão gêmeo Lugh e a caçula Emmi.

Isolados do mundo e vivendo sua vida a uma distância considerável do seu vizinho mais próximo, a vida dessa família muda drasticamente quando uma tempestade de areia traz quatro cavaleiros em mantos negros, que sequestram Lugh, assassinam o pai de Saba e levam embora o Sol dela.

Com a promessa que nunca o deixaria para trás – pois Lugh vai sempre na frente e Saba atrás dele, é assim que tem que ser, é assim que é certo -, Saba segue as pistas de seu irmão para resgatá-lo das mãos dos homens que o levaram. Sem saber para onde ir e com a companhia de sua irmã mais nova – que ela não suporta -, ela percorrerá um longo caminho marcado por sangue.

O livro é narrado em primeira pessoa por Saba, o que pode causar incômodo e estranheza porque a protagonista é completamente ignorante - não sabe ler ou escrever e fala tudo errado -, assim é comum frases como: “Eu tô sabeno que você num tá gostano de mim”. Além disso, os diálogos são inseridos dentro dos parágrafos – não há travessões ou aspas separando-os. Mas a inocência e a força da protagonista  acabam por nos conquistar. 

Teimosa, determinada e dura na queda, Saba é um diamante bruto que vai sendo lapidado ao longo do caminho e com a ajuda de um atraente fugitivo e uma guangue de garotas revolucionárias, a busca pelo irmão fará dela a protagonista de um confronto que vai mudar o destino de uma civilização.

Caminhos de Sangue recebeu um Costa Award, um dos mais prestigiosos prêmios do Reino Unido e teve os direitos de adaptação cinematográfica adquiridos por Ridley Scott (diretor de Blade Runner e Alien, O oitavo Passageiro).

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