segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Sertanista e intelectual, o Lorde da Acauã será lembrado na FLIPIPA

Fonte: http://www.flipipa.org/2011/10/oswaldo-lamartine-de-faria-e-celebrado.html

Sertanista e intelectual, o Lorde da Acauã será lembrado na mesa “A Literatura em Oswaldo Lamartine”, tendo como debatedores o médico e acadêmico Paulo Bezerra e o professor Edgar Dantas.


Ele descreveu o sertão com um requinte literário e preciosidade linguística raramente vistos nos livros sobre a cultura sertaneja. E debruçou-se pelas matas, serras e várzeas, tratando de aspectos geográficos e ecológicos com apuro técnico de estudioso e lirismo de poeta. Transformou linguagem, costumes, tradições e afazeres do cotidiano rural em literatura. Sua obra é hoje fonte de pesquisa para todos, de curiosos a cientistas. Esse é o seu legado.
O intelectual sertanista, agrônomo e escritor Oswaldo Lamartine de Faria (1919-2007), reconhecido o maior sertanista brasileiro por Raquel de Queiroz a Ariano Suassuna, terá sua vida literária e suas paisagens evocadas durante o III Festival Literário da Pipa em quatro momentos distintos: na Mesa “A Literatura em Oswaldo Lamartine”, primeiro debate do Flipipa, dia 17, às 18h, com a participação do médico e escritor Paulo Bezerra (Balá) e do professor Edgar Dantas. No documentário “Oswaldo Lamartine: O Príncipe do Sertão”, de Humberto Hermenegildo e Vilma Victor Cruz, exibido na quinta-feira à tarde, na sala audiovisual do EducaPipa. Através da instalação da artista plástica Ângela Almeida, intitulada “Sertão Oswaldiano”, que poderá ser visitada na Casa das Palavras. E por fim, no relançamento, via Projeto Nação Potiguar, do livro “Notas de Carregação”, crônicas que Oswaldo Lamartine publicou em vários jornais reunidas e organizadas pelo próprio Lamartine, com ilustrações do autor e capa do ilustrador peruano Percy Lau.
Para a artista plástica Ângela Almeida, o Oswaldo Lamartine evocado em seu trabalho não é o do escritor, mas o homem de estreitos laços com a paisagem sertaneja, aquilo que se confunde com a história das terras, dos homens e bichos. “Lanço-me numa tarefa mais simples: deslizar sobre a fragilidade dos laços humanos a procura de sentidos. Rastros porosos de vida, aquilo que fica das pessoas que passam. São também imaginários, esses com portas desusadas, míticas, festivas, encantadas”, escreveu ela. “Talvez seja apenas uma carta minha para Oswaldo, porém pode ser de todos os que nela se quiserem encontrar”.
O trabalho de Ângela poderá ser visitado durante todo o Festival Literário, na Casa das Palavras, espaço onde vão ocorrer apresentações literárias, exibição de ensaios fotográficos, arte urbana, instalação, intervenção, vídeos, oralizações dos autores convidados.
Já o documentário "Oswaldo Lamartine: um príncipe do sertão", foi realizado este ano e é resultado de uma parceria entre o Núcleo Câmara Cascudo de Estudos Norte-Rio-Grandenses, TV Universitária e Secretaria de Educação à Distância da UFRN. Com direção de Vilma Vitor e roteiro de Humberto Hermenegildo, o documentário traz o escritor em vários momentos, relembrando suas memórias no campo, as artes que viu e registrou, aspectos geográficos da região, e histórias das pessoas que conviveram com ele por aquelas paragens.
A ideia do documentário partiu de uma entrevista realizada em 21 de julho de 2005 com Oswaldo Lamartine, pelos professores Hermenegildo e Vilma Vítor. A partir destas cenas, eles agregaram falas e informações sobre a obra do sertanista intelectual, colhendo depoimentos de pessoas que conviveram com ele, admiradores de sua obra, como o professor Edgar Dantas e o médico e acadêmico Paulo Bezerra, ambos convidados para compor a mesa sobre Oswaldo Lamartine na abertura do festival.

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