segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

A Guerra de Tróia - Uma Saga de Heróis e Deuses




Legendário episódio protagonizado por figuras que entraram na corrente sanguínea da cultura mundial. Gente como Aquiles, Heitor, Ulisses, Agamênon, Enéias. Tudo começa, segundo a tradição, por um caso de amor: um troiano chamado Páris rapta a mulher mais linda de seu tempo, Helena, que já era casada com Menelau, grande líder grego.
Por causa disso, junta-se um poderoso exército composto pelos vários reinos do mundo grego, com centenas de navios e milhares de homens, que vão cercar, combater e finalmente destruir Troia, rica e poderosa cidade localizada na beira do mar Negro, em território hoje pertencente à Turquia. Um dos episódios dessa guerra entrou até para o repertório da conversa diária – o famosíssimo caso do Cavalo de Troia, o presente grego que decidiu a luta em favor dos que atacaram a cidade.

De que modo tudo aconteceu? Como foi que a sedução de Helena começou? Seus pais eram mesmo um deus e uma mulher mortal? E Páris, que vivia como simples pastor, como é que se torna poderoso a ponto de provocar uma guerra que dura dez anos e mata a fina flor dos homens de sua época? Aquiles realmente foi o maior guerreiro de todos os tempos? Ulisses foi o mais astuto homem? Que papel tiveram os deuses nisso tudo? De que lado ficaram? 


Tudo isso é contado aqui, num livro de leitura saborosa, em linguagem fluida, mas sempre atendendo a uma concepção rigorosa, que processa as informações literárias, mitológicas, lendárias, para contar os principais movimentos da guerra e de seus bastidores, na ordem em que aconteceram.


Eu amo mitologia e sempre leio tudo sobre ela, assim posso afirmar que esse é o melhor livro já escrito sobre a guerra de Tróia!


Cláudio Moreno é um professor, escritor, colunista e ensaísta brasileiro. Formado em Letras pela UFRGS em 1958, Moreno obteve o título de mestre em 1965 e concluiu em 1972 seu doutorado em Letras.Coordena, atualmente, a área de Língua Portuguesa em instituição privada de ensino médio de Porto Alegre.
Na imprensa, assinou uma coluna mensal sobre etimologia na revista Mundo Estranho, da Editora Abril, e escreve regularmente no jornal Zero Hora, de Porto Alegre, onde mantém uma seção sobre Mitologia Clássica e outra sobre questões relativas à língua portuguesa.
 É autor de livros na área de gramática e redação, tendo também escrito um romance - Tróia: o romance de uma guerra (Porto Alegre, L&PM, 2004) -  e dois livros de crônicas:Um Rio que Vem da Grécia (Porto Alegre, L&PM, 2004) e 100 Lições para Viver Melhor-Histórias da Grécia Antiga (Porto Alegre, L&PM, 2008)
 

Deuses de Dois Mundos: O Livro da Morte - P J Pereira





O autor desafia os limites de uma aparente divisão entre dois mundos, sejam eles o do Aiê e do Orum, ou do conhecido e do desconhecido, para escrever uma obra como resposta ao preconceito. A visibilidade da saga e seu sucesso de público e crítica renderam um projeto em conjunto com a The Alchemists. 

Se, nos dois primeiros títulos da saga, 'O Livro do Silêncio' e 'O Livro da Traição', o autor mostra as potências do masculino, no presente volume as forças das Mães Ancestrais rebelam-se contra as formas opressoras do masculino num mundo sagrado, tal como no mundo dos mortais, regido por leis que desrespeitam o verdadeiro significado da tradição. Uma vez que cabe aos orixás masculinos, e não aos femininos, a condução dos destinos dos homens, arma-se a guerra entre as deusas contra os deuses, pois algo, na origem, perdeu seu curso 'natural'. 

Assim, 'O Livro da Morte' também é, no mínimo e neste sentido, um instigante convite a questionar o desequilíbrio entre as potências do feminino e do masculino.

O autor conseguiu concluir a trilogia com um final impactante e inesquecível. 

Afirmar que brasileiro não gosta de ler é uma afronta





Todo mundo sabe que brasileiro não lê. Todos sabem disso porque essa afirmação é feita de forma recorrente por intelectuais, jornalistas, escritores, professores, enfim, pessoas que se supõem entendem do assunto e podem opinar sobre ele.


Ainda há pouco, pesquisando sobre autores brasileiros, encontrei um artigo do jornalista Rodolfo Viana, na huffpostbrasil, de fevereiro de 2015 onde ele discute o fato de que brasileiro não lê, e quando o faz, “ao olhar a lista, nota-se a quase hegemonia de romances ‘água com açúcar’ e literatura erótica. Gayle Forman, John Green e E.L. James reinam soberanos na leitura dos brasileiros”.


Porque Paulo Coelho e Augusto Cury sem dúvida são uma opção melhor...


No mesmo artigo o senhor Viana cita que na última edição do estudo Retratos da Leitura, de 2012, revelou-se que o brasileiro lê apenas quatro livros por ano — e dos quatro, chega ao fim de apenas dois. Em seguida, para provar que nem tudo está perdido, ele assume que esse cenário pode está mudando graças ao Vale Cultura, um benefício de R$ 50,00 mensais concedido por algumas empresas para os trabalhadores. É cumulativo e sem prazo de validade, e só pode ser usado para comprar produtos ou serviços culturais, em todo o Brasil. Todos os trabalhadores que tenham vínculo empregatício formal com empresas que aderiram ao programa pode ter acesso a ele, mas, o foco são aqueles que recebem até cinco salários mínimos, para estimular o acesso à cultura aos cidadãos de baixa e média renda.


Por fim, Rodolfo Viana continua e diz que “para que o brasileiro leia cada vez mais — sobretudo literatura produzida no País — o Brasil Post fez uma lista dos 15 melhores romances brasileiros publicados nos 15 primeiros anos do século 21. A seleção foi feita com base em premiações e na escolha do editor do portal. Eles não estão em ordem alguma — e certamente não são os únicos romances que merecem ser lidos. Tome a lista como uma bússola da produção literária neste século e boa viagem! ”.


Uma boa viagem, com efeito. Uma viagem tipo, você está chapado? 


E que passará bem longe das livrarias, porque com 50 reais você conseguirá comprar um livro no máximo, e na promoção. Ou comprará mais de um, que você não está interessado em ler, mas está mais barato.


Brasileiro não gosta de ler? Quem faz essa afirmação está pensando em uma minoria com poder aquisitivo razoável, certo? Porque não gostar de ler pressupõe uma escolha. Pressupõe que você possui poder aquisitivo para comprar livros, mas não tem interesse em fazê-lo.


Essa afirmação não pode ser feita sobre uma grande maioria que moram em cidades que sequer possuem livrarias; ou aquelas que possuem, mas você não entra porque não pode comprar os livros que gostaria de ler. Também não pode se levar em consideração bibliotecas públicas, geralmente com um acervo precário e poucas opções. Mas sobretudo não se pode fazer essa afirmação sobre uma pessoa que foi privada da escolha sobre que obra ler.


Repetindo o Rodolfo Viana, o Brasil Post fez uma lista dos 15 melhores romances brasileiros publicados nos 15 primeiros anos do século 21. A seleção foi feita com base em premiações e na escolha do editor do portal. Isso é só um exemplo, claro, mas um que demonstra que uma minoria decide que livros vale a pena ler. 

E é impossível a uma minoria, por mais bem-intencionada que seja, impor essa seleção a milhões. O fato de que eu gosto de um autor ou gênero literário não significa que vocês vão gostar. O nosso interesse varia à medida que amadurecemos, mas esse interesse não surgirá se não tivermos uma escolha em primeiro lugar.


Não se pode esperar que uma criança privada do direito de escolher que livro ler, vá se apaixonar pela leitura. E adultos que não gostam de ler, não vão ter interesse em comprar livros para seus filhos (principalmente se não tiverem dinheiro).


Mas vocês podem argumentar que existem bibliotecas nas escolas, portanto as crianças têm acesso a livros. É verdade. Existem bibliotecas e, inclusive, verba para comprar livros para o acervo. O que não existe é uma escolha oferecida aos alunos. Nenhum interesse sobre o que eles querem ler. 

Eu não posso falar por todas as escolas do país, óbvio, mas nunca vi ou ouvi falar de nenhuma que chegue para crianças e adolescentes em suas respectivas escolas e perguntem o que eles desejam ler. Essa escolha é arbitrária. Imposta. E raramente consegue atingir o público alvo, porque não existe interesse em pesquisar o que eles querem. No mínimo cinquenta por cento do acervo de uma biblioteca escolar deveria ser selecionado pelos alunos de cada escola. Nós podemos orientar e oferecer sugestões de obras que consideramos relevantes, mas não fazer a escolha de todo o acervo por eles.


Afirmar que brasileiro não gosta de ler é uma afronta. Estamos falando de milhões de brasileiros que crescem sem acesso a literatura. Ler apenas o que está a mão não faz de ninguém um leitor. Poder escolher o que quer lê, faz.


Quanto ao incentivo a privilegiar a literatura brasileira, vamos ouvir conselhos de Rodolfo Viana, jornalista brasileiro que deixa claro em seu perfil que gosta de novela russa, filosofia alemã e rock inglês. 


Abaixo segue o endereço do artigo do Brasil post na íntegra.